Publicado por: dszanella | 30/01/2012

Quando o Brasil luta contra você…

“Fazer cumprir a lei” e “fazer justiça”: O Estado de SP e seus ilustríssimos representantes não sabem a diferença.

A lei seca não prejudica o multado, mas o pune por colocar a vida de terceiros em risco, além da própria.

A lei que garante a reintegração de posse do terreno do sr. Naghi Nahas em São José dos Campos pode até prejudicar seu patrimônio, mas um homem cujo histórico inclui a “culpa” por praticamente falir um dos pilares de sustentação de uma economia como fizera com a Bolsa do RJ pode ainda anos mais tarde fazer a cumprir a lei e por assim dizer a justiça colocando na rua famílias que nada tem além do teto que lutaram para construir?

Oras! O terreno é invadido, sim! Então foi feita justiça, foi devolvido ao dono o que lhe pertence, não? Sim!

Sou, obvia e claramente, contra qualquer tipo de crime e tomar algo que não lhe pertence também o é, mas não creio ser esse o modo correto ou ideal, usado pelo Estado, de “reparar” um erro trazido de uma bagagem histórica de políticas sociais equivocadas, quando existentes. Sem falar na força usada para fazer valer um direito questionável, ainda que garantida pela constituição, pois viola outra emenda básica desta.

Abordar com profundidade um tema como esse vai além de coisas que conhecemos, é verdade, dada a nossa “ingenuidade política”, mas  não acho que tal “profundidade” seja necessária e mesmo “leigo” não me considero suficientemente tapado para ignorar o fato de que a justiça não está sendo feita e mesmo com a lei sendo cumprida, aqui estão garantidos os interesses dos que podem escolher em qual casa deverão morar hoje ou amanhã, mas não as necessidades constitucionais dos que hoje sequer um teto sobre a cabeça possuem.

Publicado por: dszanella | 10/05/2011

Respeitável público…

Estava despreparado quando abriram-se as cortinas, não fui avisado que o elenco compunha. Não li texto, roteiro, coisa alguma. Das cenas, em muitas me enganei e quando deveria sorrir, sem ensaio, chorei. Em meio ao que chamam de show, espetáculo, segui ensaiando as escondidas cenas que jamais protagonizei. Assim eu sigo, atuando sem ensaio, sem roteiro, gaguejando e por vezes tropeçando nos meus próprios pés. Pois bem, se a vida é um grande espetáculo, um show, fizeram-na um show de improvisos.

Publicado por: dszanella | 13/10/2010

Louvada seja nossa legenda

Ah! Finalmente resolvi escrever! A inspiração anda pouca, mas vamos ao que interessa.

Em vias de escolher o presidente da nação pelos próximo quatro anos, vivenciamos um fato curioso: Religião e política juntas. Aliás, mais do que deveria. Quem diria!

Ora! Cuidado você militante partidário, muito em breve serás chamado de “fiel”, “irmão” ou qualquer desses adjetivos que o qualificaria como um ser temente a Deus.

É hora de convencer o eleitorado através de boas propostas e estamos presenciando declarações do tipo: “Todos conhecem meu passado. Criado(a) numa família cristã…”. Seria cômico se no fundo não fosse trágico, principalmente por essa porcaria toda funcionar exatamente como esperam os candidados.

O que me intriga de verdade é que política e religião estão convergindo, mas essencialmente são coisas idênticas: Um bando tentando provar ao outro que são melhores e vice-versa…

…E que se dane o povo, na política. E que se dane Deus, na religião.

Publicado por: dszanella | 27/08/2010

Brasil-sil-sil!

Estou ensaiando este post há meses e provavelmente os rascunhos já reciclados tenham sido melhor, mas vamos lá.

Em vias de decidir por quatro e/ou oito anos os representantes do país, é comúm ouvir dos brasileiros idiotas, frases batidas, discursos inflamados aversos à política, tão batidos quanto são os discurssos de muitos dos nossos candidatos, mas como sempre, não por culpa deles, mas nossa, idiotas.

Alguns dos meus…um…leitores são conhecedores do meu gosto e opinião acerca da política, não só pela sua riqueza de situações, mas também pela importância que aqui é o principal objetivo para a discussão.

(…)

O brasileiro está condicionado. Uma retórica ancestral barata brota nos fetos antes mesmo dos braços e pernas e se desenvolve até poder ser dita tão espontâneamente quanto o coaxar de um sapo. Justificada ou não pelos fatos que as fortalecem, as frases padrões fazem estrago enorme que só nós ofensores de nós mesmos não notamos.

Tão inflamadas são as manifestações de torcidas pelos seus clubes de futebol. Tão contundentes são os argumentos destes cobrando mudanças de direção e etc. Tão enfurecidas são que não se importam com a efetividade que terão. Fatos assim só me põe a crer que o Brasil, enquanto nação, não tem torcedor.

Eô, eô, o Brasil está um terror!

Publicado por: dszanella | 01/06/2010

Sobre o bem contra o mal

Refutar qualquer teoria acerca da existência de Deus, seja ele bom ou ruim o torna, por definição, o Diabo, seja você bom ou ruim.

(Autoria própria. 01/06/2010. Ao som de motores e buzinas)

Publicado por: dszanella | 27/05/2010

Língua Portuguesa X Brasil

A língua portuguesa trava uma batalha contra…o Brasil?

É mais simples entender as “vias de fato” que conceber a idéia. Há muito tempo não se observava movimentos populares como o de semanas atrás – que aliás, já se arrasta por algum tempo e cresceu consideravelmente – em pról de algo que pode mudar para melhor a nação, mas isso implica também que se manifeste o comúm fenômeno do “Bem contra o Mal”.

FICHA LIMPA, projeto de lei complementar bastante antigo foi finalmente votado na Câmara dos Deputados e posteriormente no Senado, porém neste segundo processo, como lhes é sabido, é que teve inicio a “guerra”: A língua portuguesa X O Brasil. Cabe então a pergunta: Hã?

Sim, sim, caros compatriotas, tempos verbais contra nós, contra o Brasil. A gama de supervilões parece aumentar exponencialmente em relação a nossa luta contra eles. O projeto sofreu pequenas alterações em termos de quantidade, no entanto seus efeitos são a razão de tanta dúvida, discussão e etc.

O teor do projeto original já conhecido tem como princípio impedir que sujeitos “não confiáveis” venham a sequer ter a chance de concorrer a cargos políticos que lhes deem imunidade a seus crimes em caso de eventual condenação e outras tantas situações. O projeto é democrático e brando na opinião deste que vos fala, pois a inelegibilidade dos tais sujeitos tem um prazo finito e julgo eu que, em casos como estes a pena desses devesse ser permanente, afinal, fruto podre…bom, esqueçam a comparação, fruto podre ainda possui utilidade.

Inferi com base em reflexões acerca do assunto que não importa o quão distante excelência verbal e escrita nós brasileiros estejamos. Tantos são os erros de português presentes nesse texto quanto são os “erros” propositais dos nossos representantes ao longo da história. Lutar para que esses erros sejam cada vez menos frequentes.

Lutar é uma opção, reivindicar um direito, reclamar sem agir, um erro, mas nenhum político corrupto ou tempo verbal com marca de borracha escrito a lápis pode fazer sucumbir o desejo de viver num país melhor.

Publicado por: dszanella | 22/03/2010

Tentei…

Já fiz do meu coração frágil cofre, protetor de tudo que nenhum ladrão poderia roubar, mas quem o fizesse teria posse de tudo que me é de valor. Já edifiquei muralhas em torno de mim, buscando segurança e não me dei conta de que os tijolos eram tão frágeis quanto seu protegido. Já me afoguei em lágrimas que me ensinaram que toda segurança é pouca frente a esperança de poder ao menos tentar sorrir uma vez sequer…

Publicado por: dszanella | 17/03/2010

Cara ter Caráter

Já tentei discorrer sobre ética e embora não saiba dizer se o fiz com êxito, tenho plena certeza que o fiz com a melhor das intenções e como parte de tudo que envolve “ser ético”, posso colocar também em questão o caráter do Homem enquanto membro de uma sociedade.

Muitas são as opiniões em relação a este assunto. Alguns dizem que o caráter nasce “pronto” com seu dono e outros defendem que o caráter desse pode ser moldado de acordo com as circunstâncias que a vida lhe impõe, porém, ainda que a psicologia possa “puxar a sardinha” para o seu lado, não há como definir parâmetros específicos que poderiam influenciar ou não na formação do caráter, já que são infinitas as possibilidades.

Toda relação que envolva uma única pessoa como parte de um modelo de análise, pode e deve ser “generalizada” e colocada no ambiente social, vez que ações nossas motivadas por caráter, bom senso ou qualquer outra coisa deverão ser, por você, alguém ou a Lei enquadradas como “aceitáveis” ou “inaceitáveis” para a sociedade em que vive.

Platão sugeriu em A REPÚBLICA que os membros de uma entidade que tenha como dever prover adequada segurança, deva no mínimo saber como um bom ladrão age e a partir daí nos deparamos com o dilema: Uma vez que detenha conhecimentos de como age um bom ladrão, por quê não o ser? Que garantias terão os cidadãos de que estão seguros com um homem que sabe como “ser um ladrão”?

Não nos faltam exemplos que provam na prática que alguns “homens da lei” que sequer conhecem este livro, já fizeram esta primeira pergunta a si próprios, e, provavelmente a responderam com a pior das respostas.

Não há dúvidas de que a psicologia, psiquiatria e psicanalise, ainda que não sejam exatas por tratarem da mente e comportamento humano, detém com propriedade teorias aplicáveis em várias situações, mas duvido de algumas delas e mesmo leigo que sou, fatos do passado, presente e quiçá do futuro, me farão confrontar algumas destas teorias, afinal, não estou aqui para esclarecer, mas para questionar…

Publicado por: dszanella | 14/03/2010

Queria Liberdade…

Quando toda liberdade lhe for dada, não corra e procure em uma corrente em teus pescoço.
(Por Daniel Zanella, 14/03/2010, 2:12, ao som de Nevermore – Believe In Nothing)

Publicado por: dszanella | 13/03/2010

O Cofre

Coloquei tudo de valor no mais fraco cofre seguro, no meu coração. Guardei tudo de bom, sobrou vazio, tão vazio que sequer chacoalhando fazia som. Guardei meu amor, nem para mim, nem para ninguém, pois com o choro de outrora, sofri e tempos depois, percebi, me enganei querendo uma qualquer sem desejar ninguém. Cofre sem combinação, chave, nem truques o abrirão. Pois então, de certo mesmo que sei, é que o cofre jamais fora selado, porquanto sei que não nem em mais vulnerável e fraco que esteja será suficiente para empilhar no fundo de um cofre escuro meus pertences de mais valor, traga prazer ou traga dor.

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